Postagens

Perrengues de hotel: a vez em que encontrei alguém dormindo no meu quarto

Imagem
Chegamos ao hotel em Paris, pegamos os cartões na recepção e fomos direto para o quarto. Abrimos a porta e tinha uma pessoa dormindo lá dentro. O corredor onde tudo começou. Sim, no quarto que tínhamos acabado de receber. Foi só o trabalho de entrar no quarto, ligar a luz, ver aquele monte de roupas espalhadas, alguém dormindo, apagar a luz e sair correndo enquanto aquele vulto se levantava atrás de mim. Eu assustei, mas a pessoa passou aquela noite acordada, com certeza. Voltamos para a recepção para resolver o “pequeno problema” dos cartões. Não era exatamente o começo de estadia que eu imaginava para a primeira viagem à Europa, mas foi o primeiro item da minha coleção de perrengues de hotel. Cinco graus negativos e um chuveiro de gelo Em Puerto Varas, o termômetro marcava perto de cinco graus negativos. O quarto tinha aquecimento que não funcionava e chuveiro que não esquentava. Não havia muito o que discutir: precisávamos trocar de quarto. Trocamos quatro vezes até encontra...

O hotel não é a viagem (e ainda bem)

Imagem
Em Orlando, fiquei em hotéis que pareciam verdadeiros parques de diversão. Tinha loja de souvenir, restaurante, quadra, salão de jogos, fliperama e balcão vendendo passeio e aluguel de carro. Tinha de tudo. E o que eu usei de toda essa estrutura? Quase nada. Eu estava aqui. Não no fliperama do hotel. Não estava lá para aproveitar o hotel. Estava lá para aproveitar Orlando. Boa parte daquilo ainda vinha com custo adicional. Ter tudo à disposição não significa precisar usar tudo, e muito menos que vale a pena pagar por isso. Foi ali que comecei a mudar a pergunta que faço antes de reservar um hotel. A pergunta que vem antes do hotel Antes de “quanto custa?” ou “fica perto de quê?”, eu me pergunto: qual é a viagem que eu quero fazer? Se a ideia é passar os dias dentro de um resort, curtindo piscina, restaurante e programação, o hotel é a atração principal e faz sentido investir nele. Mas se eu vou conhecer uma cidade, caminhar, visitar museus e ver ao vivo lugares que só conhecia de ...

Bruges: seis horas em uma cidade que parecia saída de outro tempo

Imagem
Bruges não estava nos meus planos. Ela apareceu num pacote de viagem pela Europa, daqueles em que você sabe o nome das cidades, mas não faz a menor ideia do que vai encontrar. Era nossa primeira viagem pelo continente. Paris tinha ficado para trás e a Bélgica era a próxima parada, começando por Bruges. Cidade famosa, bonequinha dos viajantes, terra de chocolate de ótima reputação. Para um chocólatra assumido como eu, motivo de sobra para gostar do destino. Havia apenas um pequeno problema. Eu saía de Paris com uma lembrança nada charmosa: uma diarreia monstruosa. Isso mesmo. Eu estava prestes a conhecer a cidade do chocolate sem poder confiar no meu próprio organismo. Seis horas e um relógio que não para Viajar de ônibus pela Europa funciona assim: você chega, recebe algumas orientações, descobre onde fica o centro histórico, combina a hora de voltar e pronto, o resto é com você. É uma liberdade e tanto, acompanhada de um relógio que não para. Chegamos por volta das dez da ...

Capital Bellet Hotel, em Santiago: conforto e boa localização sem gastar demais

Imagem
Em dezembro, passei sete dias em Santiago, no Chile, e a ideia era fazer uma viagem rápida, aproveitando a cidade sem comprometer o orçamento. Para a hospedagem, queria ficar em Providencia, uma das regiões de Santiago de que mais gosto, e encontrar uma opção com bom custo-benefício. Foi assim que encontrei o Capital Bellet Hotel. A localização O hotel fica na Calle Antonio Bellet, uma rua tranquila no bairro de Providencia, perto das estações Manuel Montt (cerca de quatro quadras) e Pedro de Valdivia (cerca de duas quadras) do metrô. Isso facilita bastante a locomoção pela cidade, especialmente para quem pretende explorar Santiago sem depender de táxis ou carros por aplicativo o tempo todo. Nas proximidades, também há cafés e restaurantes, boas alternativas para quem gosta de sair a pé e descobrir os arredores. No prédio ao lado existe um mercadinho Oxxo, desses que encontramos em todas as esquinas aqui no Brasil, com boas opções para um lanche rápido, um salgadinho. Ou a padaria ...

E por que não Valparaíso?

Imagem
Existe uma maneira bastante conhecida de conhecer Valparaíso. Você está em Santiago, pega um ônibus, atravessa uma estrada muito interessante, passa por plantações de amêndoas, azeitonas e outras culturas e, algumas horas depois, chega ao litoral. A partir daí, faz o passeio. Valparaíso e Viña del Mar. Duas cidades que costumam aparecer juntas no roteiro. Visita o relógio de flores. Vê um pouco do mar. Dá uma espiada nos ascensores e funiculares. Talvez dê sorte de ver os leões-marinhos, bem de longe. Come em algum restaurante bacanudo, muito provavelmente em Viña del Mar, e... é isso. Depois, volta para Santiago. É um daqueles passeios que entram naturalmente no roteiro de quem visita o Chile. E eu já tinha feito isso. Mais de uma vez. Até que, em algum momento, apareceu uma pergunta bastante simples: E por que não Valparaíso? Não como passeio. Como destino. A ideia começou a fazer sentido porque o Chile tem uma característica que eu acho fantástica: você c...