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Bruges: seis horas em uma cidade que parecia saída de outro tempo

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Bruges não estava nos meus planos. Ela apareceu num pacote de viagem pela Europa, daqueles em que você sabe o nome das cidades, mas não faz a menor ideia do que vai encontrar. Era nossa primeira viagem pelo continente. Paris tinha ficado para trás e a Bélgica era a próxima parada, começando por Bruges. Cidade famosa, bonequinha dos viajantes, terra de chocolate de ótima reputação. Para um chocólatra assumido como eu, motivo de sobra para gostar do destino. Havia apenas um pequeno problema. Eu saía de Paris com uma lembrança nada charmosa: uma diarreia monstruosa. Isso mesmo. Eu estava prestes a conhecer a cidade do chocolate sem poder confiar no meu próprio organismo. Seis horas e um relógio que não para Viajar de ônibus pela Europa funciona assim: você chega, recebe algumas orientações, descobre onde fica o centro histórico, combina a hora de voltar e pronto, o resto é com você. É uma liberdade e tanto, acompanhada de um relógio que não para. Chegamos por volta das dez da ...

Capital Bellet Hotel, em Santiago: conforto e boa localização sem gastar demais

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Em dezembro, passei sete dias em Santiago, no Chile, e a ideia era fazer uma viagem rápida, aproveitando a cidade sem comprometer o orçamento. Para a hospedagem, queria ficar em Providencia, uma das regiões de Santiago de que mais gosto, e encontrar uma opção com bom custo-benefício. Foi assim que encontrei o Capital Bellet Hotel. A localização O hotel fica na Calle Antonio Bellet, uma rua tranquila no bairro de Providencia, perto das estações Manuel Montt (cerca de quatro quadras) e Pedro de Valdivia (cerca de duas quadras) do metrô. Isso facilita bastante a locomoção pela cidade, especialmente para quem pretende explorar Santiago sem depender de táxis ou carros por aplicativo o tempo todo. Nas proximidades, também há cafés e restaurantes, boas alternativas para quem gosta de sair a pé e descobrir os arredores. No prédio ao lado existe um mercadinho Oxxo, desses que encontramos em todas as esquinas aqui no Brasil, com boas opções para um lanche rápido, um salgadinho. Ou a padaria ...

E por que não Valparaíso?

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Existe uma maneira bastante conhecida de conhecer Valparaíso. Você está em Santiago, pega um ônibus, atravessa uma estrada muito interessante, passa por plantações de amêndoas, azeitonas e outras culturas e, algumas horas depois, chega ao litoral. A partir daí, faz o passeio. Valparaíso e Viña del Mar. Duas cidades que costumam aparecer juntas no roteiro. Visita o relógio de flores. Vê um pouco do mar. Dá uma espiada nos ascensores e funiculares. Talvez dê sorte de ver os leões-marinhos, bem de longe. Come em algum restaurante bacanudo, muito provavelmente em Viña del Mar, e... é isso. Depois, volta para Santiago. É um daqueles passeios que entram naturalmente no roteiro de quem visita o Chile. E eu já tinha feito isso. Mais de uma vez. Até que, em algum momento, apareceu uma pergunta bastante simples: E por que não Valparaíso? Não como passeio. Como destino. A ideia começou a fazer sentido porque o Chile tem uma característica que eu acho fantástica: você c...

Imperdível para quem?

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Imperdível Para quem? Não vá a Paris. Não coma isso em Bruxelas. Não perca seu tempo naquele museu. Você precisa conhecer esse lugar. Você não pode deixar de fazer aquele passeio. E, pelo amor de Deus, não faça aquilo! Eu não sei exatamente quando aconteceu, mas viajar parece ter deixado de ser uma experiência para virar uma espécie de prova. E, aparentemente, existe sempre alguém disposto a entregar o gabarito. Hoje você pode encontrar alguém dizendo exatamente o que fazer quando chegar a uma cidade. Onde comer. Onde não comer. Qual rua pegar. Qual atração visitar. Qual atração ignorar. Qual lado do parque percorrer. Qual restaurante é imperdível. E, claro, qual restaurante é uma porcaria. Tudo muito bem explicado. Às vezes até com horário. “Chegue às 8h17, entre pela porta lateral, vire à esquerda, passe pela segunda sala e, quando chegar ao corredor azul, não entre. É uma perda de tempo.” Pronto. Você acaba de receber uma viagem inteira de alguém que nunca viu você na vida. E aí eu ...