Depois de conhecer os cânions e a foz do São Francisco, nossa viagem se encerra na capital sergipana: Aracaju. Fiquei hospedado no Simas Praia Hotel, em Atalaia, bairro onde fica concentrada a maior parte da rede hoteleira da cidade. O bairro tem fácil acesso ao aeroporto e às principais atrações turísticas, além da praia e de toda a infraestrutura gastronômica.

Acredito que Atalaia seja de fato o melhor lugar para se hospedar na cidade. Resta a cada um escolher qual hotel, dentre tantos, atende melhor às expectativas. O Simas, no meu caso, não deixou a desejar. Mas também não tinha nada de excepcional.

Projeto Tamar, que atua na busca pela preservação das tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção
Projeto Tamar, que atua na busca pela preservação das tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção

Cheguei a Aracaju num sábado, depois de 2 horas e pouco de estrada, saindo de Penedo/AL. Depois de fazer o check in, aproveitei para dar uma volta na praia no fim de tarde e também conhecer o Projeto Tamar, que considero um dos melhores pontos turísticos aracajuanos. Há atividades específicas em cada dia da semana e no dia em que visitei, pude ver a alimentação das tartarugas marinhas que vivem lá.

Saindo do Tamar, jantei uma tapioca numa barraca que fica ao lado do parque de diversões da orla de Atalaia. Eles se auto intitulavam a “melhor tapioca do mundo” mas até a que eu faço em casa fica mais gostosa… Foi uma desilusão.

Domingo cultural

No domingo acordei tarde e acabei passando praticamente toda a manhã no hotel. Depois de almoçar num Subway, fui ao Museu da Gente Sergipana, que fica no Centro, à margem do Rio Sergipe. Foi o lugar que mais gostei de visitar na cidade.

O acervo é incrível e retrata muito bem a história e a cultura do povo e do estado sergipano, passando por personagens importantes, vocabulário, roupas, costumes, festas tradicionais, fauna, flora, enfim… tem de tudo! Além disso, é muito bem conservado e a equipe de funcionários é muito simpática e prestativa.

Peça itinerante
Peça itinerante

De quebra, ainda descobri que ali ao lado, na Ponte do Imperador Dom Pedro II, sairia uma peça de teatro itinerante no fim de tarde. O elenco e os espectadores seguiram de barco até a outra margem do rio Sergipe, que fica na cidade de Barra dos Coqueiros. A peça seguiu pelas ruas do município até um navio que estava sendo desmontado num estaleiro e que servia de pano de fundo para o espetáculo. Experiência muito interessante que tive, típica sorte de turista.

À noite, quando voltei para o hotel, a avenida da praia estava interditada e o motivo só fui descobrir depois: naquele domingo acontecia a Parada Gay de Aracaju. Acabei ficando ilhado no hotel e tive que jantar por lá mesmo.

As belezas naturais

Para o dia seguinte, havia fechado o pacote com a agência de turismo do hotel para conhecer a Ilha dos Namorados e a Croa do Goré (infelizmente não lembro o valor que paguei e o único lugar onde tinha anotado foi meu antigo celular, furtado dois meses antes de eu escrever este texto… Só me lembro de ter pagado mais barato por não precisar do serviço de traslado, já que estava de carro). Segui de carro até a Orla Pôr-do-Sol, bem ao sul de Aracaju. De lá saiu o barco que fez a parada na desabitada e paradisíaca Ilha dos Namorados e depois partiu para a Croa do Goré, um banco de areia que fica numa região de mangue.

Durante a manhã e meio da tarde, a maré está baixa e é possível atravessá-lo de ponta a ponta. Conforme a noite se aproxima, a água sobe e encobre toda a região. É bem interessante observar esse fenômeno e constatar que alguns lugares que onde era possível andar pela manhã, no meio da tarde já estavam inundados.

Dica é utilizar carro para chegar em algumas das praias
Dica é utilizar carro para chegar em algumas das praias

Na Croa existe um restaurante flutuante, onde o grupo almoçou. Por volta das 15h, já estávamos de volta ao continente e aproveitei para conhecer de carro algumas praias mais isoladas, como Aruana, Refúgio e Mosqueiro, onde a estrada simplesmente acabava… tomada pelo avanço da areia e do mar. Outra paisagem indescritível.

Ainda deu tempo de conhecer dois parques da cidade. O dos Cajueiros fica na avenida Beira-Mar e não estava muito bem conservado… o mirante ali instalado (principal motivação da minha visita) estava fechado por tempo indeterminado. Já o Parque da Sementeira, no bairro Jardins, um dos mais nobres de Aracaju, era bem mais frequentado e bem conservado.

Por fim, para encerrar o dia, fui jantar na famosa Passarela do Caranguejo, em Atalaia. Um corredor gastronômico na orla da praia, com várias opções de restaurante. Por ser uma segunda-feira, não encontrei muitos lugares abertos, então acabei recorrendo ao bom e velho McDonald’s. Recomendo a visita em dias mais “badalados”.

Finalmente, a gastronomia aracajuana

No meu último dia inteiro na capital de Sergipe, fui até o Mirante da Treze de Julho… outra decepção pelo mau estado de conservação do local, mas com uma vista gratificante.

Mercado Municipal de Aracaju
O Mercado Municipal de Aracaju

Depois, conheci o Mercado Municipal, onde você encontra de tudo. Flores, artesanato, roupas, cordel, comida… muita comida. Os restaurantes disputam praticamente no tapa a preferência dos visitantes do mercado. Como eu já tinha pesquisado a respeito do Restaurante Caçarola, que fica no mezanino do mercado, já fui com destino certo. Optei pelo buffet por quilo e não me decepcionei. Além da boa comida, a vista do rio Sergipe é maravilhosa.

Para sobremesa, fui ao Il Sordo, no bairro Treze de Julho. É uma sorveteria com um conceito de atendimento bem interessante: toda a equipe do estabelecimento é composta por funcionários surdos (daí o nome). O sorvete é delicioso e o atendimento é ótimo! Pelo sabor e pela iniciativa, vale muito a visita.

Depois de 10 dias batendo perna e acumulando kms rodados sob o sol de Sergipe e Alagoas, o meu corpo já estava pedindo arrego. E aproveitei o resto do dia para descansar um pouco, antes de arrumar as malas para voltar a São Paulo no dia seguinte.

Espero que tenham curtido! Até o nosso próximo encontro!

Texto, fotos e vídeo by Rodrigo Masaia.

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