No último post eu falei sobre Toulouse, cidade ao sudoeste da França, pra onde fui em agosto para ver uma amiga e passear.

Toulouse fica há cerca de 700 km de Paris e, saindo de Dublin, por exemplo, você pode chegar lá por avião, de ônibus ou trem… se for até Paris ou Barcelona.

A cidade, que é conhecida como La Ville Rose – A Cidade Rosa – é uma graça, com suas casas de tijolinhos a vista e janelas tons pastel espalhadas por todo o local. Por quase toda a cidade os telhados na cor ocre e a arquitetura avermelhada, o que dá ao local um tom rosado.

Já a cor pastel – aquele azul clarinho – que está em muitas das janelas da cidade é devido à flor que começou a ser cultivada no sudoeste francês na época do renascimento.

A venda dessa flor gerou fortunas na época e, hoje, por toda a cidade tem lojas que vendem somente produtos da cor pastel, como lenços e sabonetes… tudo nessa cor.

Mas, tudo isso eu já falei no primeiro post… hahaha. Também contei tudo que visitei por lá e dei algumas dicas sobre a cidade (você pode ler outra vez aqui).

Eu fiquei três dias pela cidade. Dois dias eu separei para conhecer Toulouse e visitar os principais prontos turísticos do lugar… mas, fiz tudo com calma e sem presa. E, um dia, eu e minha amiga deixamos para ir à Albi, cidade a 75 km de Toulouse.

É sobre Albi que vou falar hoje.

Albi não é uma cidade grande, tem cerca de 49 mil habitantes e é uma graça…. bem carinha de cidade de interior da França.

Você consegue conhecer os principais pontos turísticos da cidade em um dia, sem pressa e parando para almoçar.

Bom, saímos de Toulouse meio tarde e chegamos em Albi na hora do almoço… e com muita fome… hahaha… então fomos direto almoçar. Comemos em um restaurante de frente ao mercadão da cidade… não me lembro o nome, mas era bem gostoso.

A estação de trem de Albi fica na parte mais “nova” da cidade, que tem uma arquitetura mais moderna, uma praça bonitinha, alguns cafés e lojas… mas caminhando um pouco mais, já se chega no centro histórico, com ruas mais estreitas, arquitetura avermelhada e turistas.

Na cidade conhecemos a Catedral de Santa Cecília, que é muito bonita e grande. Ela, que é a maior catedral de tijolos do mundo, é considerada patrimônio histórico da Unesco.

No lado da catedral fica o Museu Toulouse-Lautrec e seu jardim. O museu conta com obras de Toulouse-Lautrec e um jardim muito bonito, cheio de plantas e flores, que oferece uma linda visão do Rio Tarn e da Ponte Velha.

O museu, que desde 1922 fica no Palais de la Berbie, foi recentemente restaurado e hoje é uma dos mais modernos da Europa.

Mas, quem foi Toulouse-Lautrec? Haha… eu também não o conhecia. Ele é um pintor pós-impressionista do final do século 19, que retratava a vida boemia de Paris. Ele é um dos nomes que ajudou a definir o estilo Art Nouveau.

Depois de visitar a igreja e o museu descemos até a beira do Rio Tarn, que banha a cidade e fomos até a Ponte Velhapont vieux –, que é de 1.040. Atravessamos a ponte e ficamos um tempo lá admirando a linda vista que ela oferece do rio, da catedral e da cidade.

Ahhh, e também fomos ao mercado coberto de Albi, o The Market Hall. Um típico mercadão francês… com muito queijo, geleia, salames. Tudo muito gostoso. Eu amo esses mercados fechamos e acho que sempre vale a pena entrar e ver o que eles oferecem.

Albi é conhecida como “cidade vermelha”, por conta de suas casas de tijolos marrom-avermelhado e, como Toulouse, também tem janelas cor pastel espalhadas por todo lado.

Não tem muitos lugares para visitar na cidade, mas é uma delícia passear por ela, se perder nas ruazinhas, comer uma comida típica e admirar as paisagens de um legítimo interior francês.

A Catedral de Santa Cecília e o Museu Toulouse-Lautrec que são os principais pontos turísticos de Albi… mas ela oferece muito mais de isso. Na verdade, o charme dessa linda cidade medieval francesa, avermelhada, com pontes, o palácio e a igreja, as vielas, faz você voltar no tempo e se apaixonar pelo lugar.

Bom, é isso que fizemos em Albi… a cidade é pequena, mas vale muito a visita. É uma típica cidade turística do interior da França, que não tem o glamour de Paris mas, com certeza, esbanja o mesmo charme.

Foi muito bom ver um outro lado da França e posso falar que gostei mais do interior francês do que da capital do país.

Texto e fotos by Flávia Pigozzi.

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