Bom, como vocês talvez tenham percebido pelas minhas últimas publicações, ando viajando muito pouco para fora do país…. falta de tempo, muito trabalho, ida ao Brasil, etc, não me permitiram sair da Irlanda. Mas, sempre que possível, quando tem um feriado, ou até com um tempinho extra no fim de semana, eu tento viajar ou visitar algum lugar aqui na ilha.

E, esse mês, tivemos feriado, e eu aproveitei o fim de semana prolongado de verão e fui para um lugar que queria conhecer faz tempo… a região de Kerry.

Fui para Killarney, no condado de Kerry. Conheci a cidade e fiz alguns dos passeios do famoso Ring of Kerry… poderia falar que fiz “metade” do Ring (anel) desse tão conhecido circuito da Irlanda.

Kerry é conhecida por ter paisagens deslumbrantes, desde montanhas, pradarias, rios e mar… tudo no mesmo lugar, e que tira o fôlego de qualquer um que visita à região!

É legal falar que Kerry é um ótimo lugar para quem gosta de fazer trilhas, andar de bike e escalar. Muitas das atrações turísticas envolvem atividades físicas também… mas é claro que, para você sedentário (haha) ou que não pode fazer grandes caminhadas e etc, sempre tem a opção de fazer tour com ônibus ou carro.

Bom, mas hoje eu vou falar sobre Killarney e suas principais atrações turística.

Killarney é uma graça!!!! Bem cidade do interior, misturada com cidade turística. Casinhas típicas irlandesas; pubs e pubs em todos os quarteirões; a rua principal do comércio, com lojas de departamentos e cafés; povo amigo e super simpático, e muitos turistas!

A cidade está a sudeste da Irlanda e fica certa de 300 km de Dublin. Eu fui de ônibus, a viagem durou 4 horas e meia e custou 40 euros ida e volta.

Como fiquei três dias em Killarney, eu separei meus dias assim: primeiro dia eu conhecei Killarney e o Killarney National Park. No segundo dia eu peguei um tour e fui fazer o Ring of Kerry, e no terceiro dia eu visitei o Gap of Dunloe.

Bem, em Killarney eu passeei pela cidade, que como falei lá em cima tem bem carinha de cidade turística de interior, com pub e casinhas típicas irlandesas; visitei a St. Mary’s Cathedral, que fica em uma área verde bem grande e é muito bonita, e, lógico, fui ao principal ponto turístico da cidade, o Killarney National Park.

Eu comecei meu primeiro dia de feriado prolongado andando pela cidade para conhecê-la um pouco mais. Já a achei uma graça nos primeiros momentos.

Lá pelas 11 horas da manhã eu aluguei uma bicicleta e fui direto para o Ross Castle, que já faz parte do National Park (mas, fica do “outro lado”, um pouco mais afastados das outras atrações- se é que podemos falar assim, por que nada é muito perto), e depois pedalei mais adentro do parque para conhecer tudo mais que ele oferece.

O parque tem cerca de 10.289 hectares e conta com grande extensão de pura natureza, com diferentes árvores e flores, lagos, montanhas, cachoeiras e algumas importante e antigas construções, como o Ross Castle, a abadia e a casa de Muckross.

O Ross Castle, que é uma construção do século 15, fica em uma península a margem do lago Lough Lane. É de trás do castelo que sai os passeios de barco do tour para Gap of Dunloe (eu fiz esse passeio, vou falar no próximo post). O castelo foi feito pela família  O’Donoghue, mas mudou de dono durante o passar dos anos. Você pode conhecer o castelo por dento. A visita custa 5 euros.

Chegando no “outro lado” do parque, fui pedalando até a Abadia de Muckross, que fica junto a um antigo mosteiro, e hoje esta tomada por árvores e flores. A igreja foi fundada em 1448 e atualmente esta em ruinas… sem teto ou portas, típica igreja da idade média que você encontra em muitos lugares pela Irlanda. Mas, essa me chamou a atenção pela beleza de um de seus cômodos, onde tem uma arvore muito grande no meio dele, dando ao lugar uma energia diferente.

Depois da visita à igreja, fui até o Muckross House & Garden, que é um palácio de 1843 localizado entre dois dos famosos lagos de Killarney e rodeado de um jardim maravilhoso, com diferentes tipos de flores e árvores. A casa foi propriedade privada de Henry Arthur Herbert e hoje pertence à cidade. É possível visitar a parte interna do palácio em uma visita guiada, mas esse passeio é pago.

Ao lado da Muckross House tem um restaurante bem gostosinho também. Deve ser uma delícia passar uma tarde no jardim de Muckross, observando as montanhas, os lagos e almoçar por ali mesmo.

Da Muckross House, fui até a Cachoeira de Torc, que não é muito grande, mas é linda e esta rodeada de muita vegetação, deixando o lugar ainda mais bonito.

E os últimos pontos de visitei no parque foram o Meeting of the Waters e a Dinis Cottage. Um fica praticamente junto com o outro. A Dinis Cottage é um restaurantezinho/café delicinha que fica à beira de um dos rios do parque, com uma visão maravilhosa também para as montanhas e junto ao Meeting of the Waters.

Como o nome já fala, o Meeting of the Waters é onde as águas dos lagos de Killarney se encontram (Upper lake, Middle Lake – ou  Muckross Lake –  e Lower Lake – ou Lough Leane). É um lugar muito bonito, calmo, no meio do parque. Vale a caminhada (ida) até lá.

Durante todo o caminho, estávamos rodeando lugares com paisagens maravilhosas (como essa da foto) e éramos “obrigadas” a parar, curtir um pouco o lugar e descansar da pedalada… haha.

Depois de desbravar bem o parque (ficamos quase 6 horas por lá), voltamos para o centro de Killarney e fomos até o Knockeer House and Garden. A casa foi construída em 1870 para o conde de Kenmare e atualmente é o Centro de Educação do National Park. Ela é bem grande e bonita, também esta rodeada por um jardim, fica no topo de uma montanha e oferece uma visão linda do parque e um de seus lagos…. mas não é uma parada obrigatória na cidade caso você não tenha muito tempo.

Não tenho ideia quantos kms eu pedalei esse dia, mas foi o dia todo, sempre entre um ponto turístico e outro e parando para tirar fotos. Foi muito legal. Eu recomendo muito o aluguel de uma bicicleta para conhecer a cidade e visitar o parque nacional.

Ahhh, importante falar que o valor do aluguel da bike foi 15 euros, e eu pude devolvê-la às 9 horas da manhã do dia seguinte.

Muita gente fala que é melhor fazer o tour pelo Ring of Kerry de carro. Esse era mesmo meu plano inicial. Mas, como não rolou, resolvemos fazer de ônibus mesmo. Claro que fica um pouco mais caro e você fica “limitado” a cias de turismo e ônibus, mas mesmo assim deu muito certo e foi super bom.

Como não estávamos de carro, por exemplo, não conseguimos ir para Dingle (outra importante e linda cidade da região) e “concluir” o ring (fizemos só “parte” dele, como falei lá em cima. Com certeza tem muito mais para se ver). Não tínhamos tempo suficiente para isso, por que os ônibus regionais são poucos, com horários muito limitados e as viagens de um lugar para outro são “longas”, visto que o ônibus para em muitas cidades.

Enfim, para fazer o Ring of Kerry completo, eu indicaria ir de carro… aí você pode até parar em cada cidadezinha e fazer passeios caminhando ou de bike, como no Killarney National park. Mas, para “seguir viagem” acredito que a melhor opção seja carro… a não ser que você tenha mais tempo para fazer todo o trajeto de Kerry de ônibus ou de bicicleta, caso você seja muito do esporte. Fazer esse roteiro de bike é muito famoso por lá e muita gente faz.

Mas, bom… Como falei, não estávamos de carro, e decidimos conhecer bem Killarney e a região mais próxima dali de bike e bus mesmo… foi maravilhoso e amamos. Eu recomendo o passeio com carro ou não.

É isso por agora. Essa primeira publicação foi para Killarney e região. A cidade é uma graça, as paisagens são incríveis e o contato com a natureza é enorme… No próximo post eu acabo de contar sobre essa viagem e falo sobre o tour para o Ring of Kerry e o passeio no Gap of Dunloe.

Texto e fotos by Flávia Pigozzi.

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