O que você não deve perder em Puerto Varas – Parte 2

Bom pessoal, essa semana darei continuidade no relato da minha viagem a Puerto Varas, no Chile. Você pode ver o começo da minha jornada aqui.

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Nosso passeio segue para o tour rumo ao vulcão Osorno. No meio do caminho, fique atento às inúmeras fazendas de lhamas e de avestruzes que existem. Claro que você verá umas vacas e uns carneiros aqui ou acolá, mas as mais diferentes são as desses animais mais incomuns.

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O passeio é bastante puxado, e a subida é repleta de curvas sinuosíssimas. Por isso, tente maneirar no café da manhã para evitar enjoos desnecessários.  Numa certa altura do percurso você começa a ver pedras vulcânicas. E à medida que o carro sobe a montanha, a temperatura vai ficando cada vez mais fria, com alto risco de chuva.

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Estava em um grupo só de brasileiros, e em muitos pontos de parada, por causa da chuva, ninguém queria que as pausas para admirar os lugares e para as tradicionais fotografias acontecessem. Como estava preparado para o frio, e não tenho grande preocupação com água, fui um dos poucos que brigou pelas paradas. Afinal de contas, essa história de tour panorâmico, em que não se desce do veículo, não faz muito o meu estilo. Por sorte, o guia fez todas as paradas, e até as pessoas mais chatas acabaram curtindo e descendo em todos os pontos.

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No cume da montanha existe um pequeno restaurante e uma lojinha de quinquilharias destinadas à prática de esportes na neve, ou roupas para aqueles que ali chegaram menos preparados. Pausa para um gostoso chocolate quente e um salgado de queijo e presunto que ajuda a aplacar a fome. Existe um teleférico próximo ao restaurante, que estava desativado no momento de nossa visita.

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A chegada a esse ponto da montanha também é marcado pelo contato com a neve. Se você veio de Santiago sem fazer o passeio por El Colorado e Valle Nevado, e não viu a neve em outras oportunidades, essa pode ser uma chance bem especial para curtir o frio e o primeiro contato com a neve.

O passeio frio e chuvoso segue até a borda do vulcão, onde é possível admirar a vista da montanha, assim como a natureza que surpreende ao vencer a força do agora adormecido vulcão. Particularmente, quando eu penso em vulcões, e os vejo em fotografias e vídeos, o cenário é de desolação, com predominância do terreno coberto por lava fria e endurecida. Mas não é o que acontece aqui. O vulcão fez o seu trabalho, mas as flores, as árvores e as plantas, dominam e transformam a paisagem.

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Na volta, parada estratégica no Lago Todos os Santos, conhecido como Lago Verde, que fica na base do vulcão. O local é ideal para assistir o pôr-do-sol. Realmente encantador. No mais, é um ótimo lugar para conhecer um pouco mais a respeito do ecossistema local. O retorno pela estrada sinuosa e escura provoca um sono monstruoso, mas ainda restam forças para experimentar a peculiar pizza local. A pizza mesmo não tem nada de especial, mas a sobremesa é sensacional, e gigantesca. Durou toda a nossa passagem por Puerto Varas e acabou abandonada em Santiago por falta de tempo para apreciá-la devidamente.

O dia seguinte reserva um passeio até Frutillar. O trajeto mais uma vez é bastante longo e promete uma pausa numa cervejaria local. Nada fora do normal, a menos que você nunca tenha visto uma cervejaria em toda a sua vida. E mesmo assim, não será uma parada daquelas inesquecíveis.

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Atente-se para as construções pelo caminho. Condomínios onde as casas são exatamente iguais. A maioria delas construída seguindo o padrão da arquitetura alemã. E as mais antigas foram construídas utilizando uma espécie de lascas de madeira de alerce, árvore típica da região que era usada para impermeabilizar as casas. O resultado é muito interessante, sendo que atualmente as casas são revestidas com outros tipos de materiais, como o metal, por exemplo, mas o resultado não chega a ser nem um pouco parecido.

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Frutillar é a típica cidade do interior. Muito tranquila, muito pequena, toda multicolorida, seguindo o estilo de construção alemão, que colonizou a região. O ponto turístico da região é o Museu Colonial Alemão. Deliciosas construções que retratam o estilo de vida da época dos colonizadores. Você paga uma taxa de aproximadamente 10 reais e tem acesso a uma caminhada pela história local.

O passeio, como já falei, é bastante longo e cansativo. O retorno acontece no início da noite, e embora a energia dê sinais de estar acabando, ainda existem forças para um jantar no centro.

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Acabamos “caindo” no conto do passeio por uma “fazenda de salmões”. Mais um rolê panorâmico pelas estradas da região. A ideia é boa, e a curiosidade gritou quando ouvimos falar em fazenda de salmões. Quase 3 horas de estrada acidentada… pulando num banco desconfortável… quase golfando… e quando você chega na beirada do continente descobre que a tal fazenda é, na verdade, um engradado láááááááááá no meio do oceano, que mal pode ser enxergado.

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No meio do caminho você avista umas 4 cachoeiras, e consegue chegar a uma praia de pedras onde pescadores partem para o trabalho no Oceano Pacífico. Tirando o frio, até dá uma vontadezinha de molhar os pés nas águas do Pacífico, mas a vontade logo acaba quando você imagina a temperatura a ser enfrentada.

Existem alguns pequenos restaurantes e umas poucas lojas de souvenires. Nada a ser considerado imperdível. E mais, se você não quer passar muito mal no caminho de volta pela estrada, então evite comer qualquer coisa que possam lhe oferecer. Na verdade, a menos que você tenha muita curiosidade em ver um grande engradado de peixes a uns 10 km de distância… e ficar pertinho do Oceano Pacífico, fuja assim que escutar a sugestão de passeio por uma fazenda de salmões. É um dia que pode ser curtido com qualquer outro tipo de tour.

Com isso, a nossa passagem por Puerto Varas foi concluída. Ficou de fora um pulo no Parque Nacional Vicente Perez Rosales, o primeiro do Chile e da América do Sul e que, segundo consta, um lugar maravilhoso para se apreciar a natureza.

A cidade é fantástica e a região é muito linda. Lugar perfeito para férias românticas, com excelente infraestrutura hoteleira e turística, com boas opções de alimentação e até mesmo compras. É apenas a “cabeceira” da Região dos Lagos, dividida com a Argentina, com paisagens deslumbrantes, mas não só a Puerto Varas e Puerto Montt merecem uma atenção bastante especial de quem se aventura viajar e desbrava-las, como todas as cidades que completam a Região, até o ponto mais extremo da América do Sul.

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Roteiro perfeito para quem quer curtir o local, com sua cultura, sua natureza, seu friozinho que mal dá vontade de sair da cama pela manhã, mas com opções de passeios bem puxadas, ainda mais para quem não liga de enfrentar uma chuvinha vez ou outra, e o seu povo, que adora os brasileiros e não medem esforços para fazer com que a gente se sinta bem. Puerto Varas é daqueles lugares que encantam, e que fazem o turista se apaixonar.

Bom pessoal, essas são algumas dicas para quem quer conhecer Puerto Varas. E você, já visitou Puerto Varas e a Região dos Lagos no Chile? Tem mais alguma dica legal para quem quer conhecer a cidade? Não deixe de enviar sua contribuição e compartilhar suas dicas.

Texto e fotos by Ricardo Seripierro.

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