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Olá companheiros Viveajantes!!!

Cá estamos para compartilhar com vocês novos e maravilhosos momentos… como já disse várias vezes, mas não canso de repetir… viajar é tudo de bom… então, venham conosco e desfrutem dessa magia que é conhecer ou rever lugares e pessoas… afinal, somos todos Viveajantes!!!

Aproveitando nosso último destino resolvemos continuar respirando o ar das montanhas, então vamos desfrutar os encantos da serra e rumar para um destino conhecido, mas sempre cheio de novidades… estamos falando de Visconde de Mauá.

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Saímos de São Paulo por volta do meio-dia, dessa vez acompanhado da minha “filhinha”, e optamos por seguir pelo corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto que estão entre as rodovias mais modernas e seguras do país.

A viagem é bem tranquila, são cerca de 120 km até o entroncamento com a Rv. Presidente Dutra na cidade de Taubaté, em pouco mais de uma hora de viagem e dois pedágios, nas cidades de Jacareí (km 92 – R$ 2,70) e Caçapava (km 114 – R$ 2,10) em ambos os sentidos.

Pela Dutra são mais 150 km até a cidade de Itatiaia, já no estado do Rio de Janeiro, com mais dois pedágios (dessa vez bem mais salgados) no valor de R$ 10,90 cada.

Assim que sair da Rodovia Dutra, você entra na Rodovia Coronel Tramujas Mader, mantenha-se na preferencial que a serra para Visconde de Mauá começa em seguida. Uma dica, se estiver com pouco combustível abasteça na cidade de Penedo pois o próximo posto fica somente na região de Visconde de Mauá (30 km acima) e fecha às 19:00 hs.

Esse trecho da viagem, entre Itatiaia e Visconde de Mauá pela RJ-163, merece muitos cliques, pois a paisagem serrana é deslumbrante… aproveite um dos diversos mirantes da estrada para belas fotos. Uma observação importante, tenha cuidado pois essa é uma estrada muito sinuosa, com pista simples e o nevoeiro é algo comum, o que deixa a visibilidade muito prejudicada, principalmente pela manhã e no final da tarde.

Depois de aproximadamente três horas e meia de viagem, chegamos a Visconde de Mauá ainda sob o sol do final de tarde.

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A região é composta por três vilas, a primeira é Visconde de Mauá e na ordem seguem Maringá e Maromba.

A tranquilidade de Visconde de Mauá já se percebe quando se desce a serra, onde termina a Rodovia RJ-163, e nos deparamos com uma imensa praça, onde está a igreja matriz e um posto de informações turísticas. Esse sossego pode ser multiplicado por dez se você chegar num final de tarde de domingo, como foi o nosso caso, quando boa parte dos turistas de final de semana já partiram.

A vila se resume praticamente a essa praça e uma avenida principal que segue paralela ao Rio Preto, o qual divide os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, e que pode ser considerada a área central da vila.

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Apesar de concentrar o comércio local, esse “centro” não dispõe de muitas opções de restaurantes, os quais, juntamente com a maior parte das pousadas e hotéis, se concentram em áreas mais isoladas e mais próximas à exuberante natureza da região, que claro, é o seu “carro-forte”.

Mas isso não quer dizer que é para descartar o centro da vila, até porque tem muitas coisas legais para se ver e fazer, principalmente em várias instalações, públicas e privadas, que estão localizadas às margens do Rio Preto… um passatempo bem gostoso é mergulhar os pés em suas águas geladas e cristalinas, uma vez que nesse trecho ele é raso e com seu leito forrado de pedras (seixos).

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“Foi em 1908 que nasceu o Núcleo Colonial Visconde de Mauá, criado por Henrique Irineu de Souza, filho de Irineu Evangelista de Souza, Visconde que recebeu as terras da região em 1870 como concessão do governo imperial para exploração de madeira. Em 1916 o núcleo foi emancipado pelo presidente da república Venceslau Brás, que dá nome a principal rua da Vila de Visconde de Mauá.

O núcleo recebeu grande número de imigrantes de países europeus (como Suíça, Alemanha, Áustria, Portugal, França, Espanha, Polônia, Hungria e Rússia) atraídos pelo sonho de uma nova vida e pela semelhança da Serra da Mantiqueira com os Alpes do Velho Continente. Algumas famílias pioneiras foram responsáveis pela criação das primeiras pousadas.

Na década de 1970 vieram os adeptos do movimento hippie, que fizeram de Visconde de Mauá sua “comunidade alternativa”. E, a partir dos anos de 1980, Visconde de Mauá se firmou como região turística, aprimorando sua infraestrutura e se tornando um dos polos mais visitados do Estado do Rio de Janeiro.”

Ficamos hospedados na Pousada Bella Vista, a qual possui apenas quatro chalés e fica no início da Estrada Mauá – Maromba, bem próximo do centro de Visconde de Mauá. O chalé em que ficamos acomodados é o Espelho D’água, equipado com uma hidro grande e lareira; as instalações são simples mas é bem confortável e acolhedor, e a vista panorâmica da Mata Atlântica e do Rio Preto é de tirar o fôlego… compensa a simplicidade do local.

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Vista interna do chalé – hidromassagem

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Vista da varanda do chalé

O café da manhã (um delicioso café colonial) é entregue na porta do chalé, e melhor, você o toma na varanda, sobre móveis de madeira rústica e apreciando a bela paisagem… o nevoeiro típico das manhãs de inverno e início de primavera dá um show à parte!!!

Uma dica, descendo pela pequena trilha perto da pousada existem piscinas naturais aonde você poderá relaxar e se refrescar.

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Nevoeiro da manhã

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Filhinha saboreando o Café da manhã

Após esse delicioso café, saímos para conhecer a segunda vila da região, Maringá. Foram aproximadamente cinco quilômetros até a entrada da vila numa estrada que estava em fase final de obras de asfaltamento, mas em boas condições de rodagem.

Assim que chegamos à Vila de Maringá, de cara minha filha se encantou… o lugar parece um shopping a céu aberto… uma imensidão de lojas, bares, restaurantes… dá para ficar perdido com tanta coisa, mas as minhas preferidas são as lojas de artesanato, doces, queijos, embutidos e bebidas, principalmente as famosas cachaças da região.

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“Situada nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, a Vila de Maringá é cortada pelo Rio Preto e reúne sofisticação e simplicidade. A localidade possui hotéis, pousadas, lojas de artesanato, bares e restaurantes, além da Alameda Gastronômica Tia Sôfia, um boulevar que atrai os amantes de um bom vinho ou chocolate quente.”

Como já puderam perceber, o lado carioca da Vila de Maringá – isso porque ela é dividida do lado mineiro pelo Rio Preto – é onde se concentra o comércio (lojas, bares e restaurantes) e as pousadas e hotéis da região de Visconde de Mauá… esse é o lugar da badalação, por isso é o mais procurado e visitado pelos turistas.

Vale a pena passar o dia (se você possuir um cartão de crédito com bom limite e esteja disposto a gastar, claro…) fazendo compras em Maringá… tem muita coisa legal para se ver e levar de recordação… apreciar os caldos e crepes em um dos bares da vila… almoçar e/ou jantar em um dos seus diversos restaurantes… particularmente gostei muito de um que fica à beira do Rio Preto, ao lado da ponte que liga as duas Maringás (carioca e mineira) e que serve uma picanha na pedra deliciosa, daquelas que se come de “joelhos”, como dizem…

Além da picanha, outro prato bem comum na região e que também faz muito sucesso é a truta, abundante nessas regiões serranas e de clima ameno… ahh, não posso esquecer de relatar, os preços, tanto nas lojas como nos restaurantes, são bem atraentes, apesar da sofisticação dos pratos, são bem inferiores aos praticados tanto em São Paulo como na cidade do Rio de Janeiro.

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Atravessando a ponte de pedestres sobre o Rio Preto entramos no lado mineiro da Vila de Maringá. Esse lado também concentra uma grande variedade de bares e restaurantes, bem como um grande número de pousadas.

Também é um passeio bem bacana, principalmente parar numa das lojas de doces e chocolates… vale uma boa conferida.

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Ponte sobre o Rio Preto – divisa das Maringás carioca e mineira

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Já era final de tarde quando deixamos Maringá e rumamos para Maromba, a terceira vila da região de Visconde de Mauá.

“Local de passagem para algumas cachoeiras, a Vila de Maromba ainda preserva a atmosfera do movimento hippie presente na região durante a década de 70 e reúne opções de artesanato, restaurantes e pousadas.  Nas noites mais frias, a fogueira da praça é um local de encontro de pessoas para se aquecer e trocar conversas.”

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No centrinho de Maromba podemos encontrar um centro comercial, nada comparável a Maringá, mas com alguns bons restaurantes e lojas, principalmente de artesanato.

Pelo fato de possuir o maior número de cachoeiras e piscinas naturais, a região da Vila de Maromba concentra boa parte das pousadas da região… com certeza, não será pela falta de boas opções de hospedagem que você deixará de conhecer essa linda região.

Dentre as cachoeiras perto da Maromba estão: Poção da Maromba , cachoeira Véu da Noiva , cachoeira dos Macacos, cachoeira da Santa Clara e cachoeira do Escorrega , este é o cartão postal da região de Visconde de Mauá.

Aqui vale uma dica: caso não esteja hospedado nas proximidades, deixe seu carro na vila da Maromba e faça na caminhada as cachoeiras que compõem o circuito Maromba – Santa Clara, você conhecerá sete das dez principais cachoeiras da região de Visconde de Mauá.

Diferentemente do agito de Maringá, Maromba é um sossego só… bem no ritmo hippie a vida segue sem atropelo, mas numa velocidade que é a ideal para aqueles que apreciam a natureza em sua totalidade… é realmente um lugar para curtir toda beleza ao redor… no friozinho da noite, a beira da lareira, degustando um fondue de queijo ou chocolate… com certeza, é programa para um final de semana muito agradável!!!

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Um final de semana é um tempo legal para você curtir o clima, os centros das três vilas, fazer compras e aproveitar os cardápios dos ótimos restaurantes da região… e também, claro, passar momentos românticos à beira da lareira ou nas águas quentes de uma hidromassagem… quase todas as pousadas são equipadas com esses “mimos”… então tratem de aproveitar.

Agora, se você pretende conhecer as cachoeiras, piscinas naturais ou outros encantos dessa rica natureza da região, creio que uma permanência de uns quatro a cinco dias serão suficientes para não perder nada… então, você decide!!! de qualquer modo, o desejo de voltar estará sempre presente!!!

E é com imagens da serra e seu magnífico pôr do sol que eu me despeço… foi novamente um grande prazer tê-los conosco nesse passeio, fiéis companheiros Viveajantes… um grande abraço, e conto com todos vocês na nossa próxima aventura… até breve…

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Um lugar legal com informações e dicas preciosas de Visconde de Mauá e região, que ajudarão no planejamento da sua viagem é o blog ViscondedeMaua.blog.  Vale a visita para saber mais.

Outros links interessantes:

http://www.viscondedemaua.com.br

http://www.portalviscondedemaua.com

http://visiteviscondedemaua.com.br

http://www.viscondedemaua.tur.br

Texto e fotos by Julio Araujo.

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2 Comentários

    1. Author

      Olá, Diogo!

      Isso mesmo, você e seu site estão corretos, Visconde de Mauá é dividida em Vilas, ficamos na parte mais tranquila, em Visconde de Mauá. Não tem a mesma estrutura comercial que Maringá, mas é tudo o que você precisa para descansar e conhecer bem a região.

      Quanto à região de cachoeiras, o acesso pode ser feito sem carro especial, mas no geral é interessante que busque informações locais para ter o acompanhamento de algum guia ou mais detalhes para programar seu passeio sem riscos. Crianças sempre requerem uma atenção quadruplicada. Tenha isso em mente. Se você tem filhos pequenos, tenha em mente manter atenção total neles enquanto estiver por lá ou em qualquer lugar de natureza. A estrutura desses points é bem bacana, mas não podemos deixar de cuidar da nossa segurança, não é mesmo?

      Sucesso no seu planejamento e no seu site.

      Grande abraço.

      Ricardo Seripierro – Equipe Viveajantes

       

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