Florença… Firenze, como os italianos falam, é minha cidade preferida na Itália, às vezes acho que, até mesmo, na Europa.

Eu já conhecia algumas cidades italianas de outra viagem que fiz pelo país, mas, por alguma ironia, não tinha visitado Florença ainda. Só fui me apaixonar pela cidade mês passado e já quero voltar sempre que puder.

A cidade é linda e encantadoramente italiana, se é que me entendem, rsrs. Um lugar lindo, com pessoas bacanas e comidas gostosas… sem falar que é uma delícia turistar por lá.

Fiquei dois dias em Florença. Foi um tempo corrido para conhecer tudo que eu queria, mas consegui… porém, eu sei que a cidade tem muito mais a oferecer e isso me deixa ainda mais com vontade de voltar… não só para Florença, como para toda a Toscana.

No primeiro dia de passeio, conhecemos todo o centro da cidade caminhando e, para variar, como uma boa cidade europeia, nos perdendo entre as ruas e praças que a maioria delas tem.

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Paramos um pouco na Piazza di Santa Maria Novella, uma praça muito gracinha, bem estilo italiana, onde fica a Basílica e o Museu que levam o mesmo nome que a praça, aproveitamos um pouco o lindo dia de sol que estava fazendo por lá e continuamos a nossa caminhada até chegar na Piazza del Duomo, onde fica a linda, realmente linda, Cattedralle di Santa Maria del Fiori, também conhecida como Duomo. A basílica, que é um dos cartões postais de Florença, tem uma fachada impressionante, feita com mármore verde, rosa e branco. A construção demorou 150 anos para ser concluída.  Para mim, acho que é uma das igrejas mais bonitas que já visitei. Mas, não a conheci por dentro no primeiro dia de passeio, somente no dia seguinte. (conto detalhes mais para baixo).

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Na frente a Duomo está o Battistero di San Giovanni, famosa pelas suas portas de bronze e principalmente pelo seu Portão do Paraíso, de Lorenzo Ghiberti, que tem cenas bíblicas. É a construção mais antiga de Florença.

Ahh, é importante lembrar uma coisa aqui: viajar pela Europa e por suas cidades históricas que, na maioria das vezes, são muito antigas, sempre há o risco de encontrar algum ponto turístico em restauração. Foi o que aconteceu com o Battistero. Ele estava restaurando, mas conseguimos ver, pelo menos, o Portão do Paraíso que estava à mostra.

Da Piazza del Duomo fomos caminhando até chegar na Piazza dela Signoria, onde tem uma perfeita cópia de David (Michelangelo) e onde fica a Loggia dei Lanzi, com esculturas de Giombologna. São realmente muito bonitas. Lá também fica o Palazzo Vecchio, que é a sede do governo de Florença. É possível conhece-lo por dentro, mas não fizemos questão de fazer esse passeio.

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Continuamos caminhado até chegar no Mercato Novo, conhecido pelo comercio de couro. Mas o mais famoso do local é uma fonte com uma estátua de bronze de um porco, o Porcellino. Há uma antiga superstição que envolve esse porco, rsrs. Quem passar a mão em seu focinho, voltará a Florença e se você colocar uma moeda em sua boca e ela cair na fonte, significa que terá boa sorte. Eu fiz isso, claro, rsrs. O nariz do Porcellino está até desgastado. Vale falar que o porco que está a mostra é apenas uma réplica. A estátua original está no Museu Bardini.

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No lado no Mercato, fica a Piazza dela Republica, onde ficava o antigo Forum Romano. As construções medievais que estavam por lá foram todas derrubadas e hoje em dia a praça tem somente um arco com grandes colunas e vários restaurantes. Mas, é bem bonita.

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Depois de lá fomos comer uma verdadeira pizza italiana em uma pizzaria que fica na praça da Duomo e continuamos andando nas ruas estreitas do centro da cidade.

Ahh… vale falar que é possível conhecer a cidade caminhando, pelo menos os principais pontos turísticos.

Como nessa época do ano escurece muito tarde na Europa – 9, 10 horas ainda tem sol, dependendo da cidade – conseguimos fazer todos esses passeios em meia tarde e à noite. Mas, para quem vai viajar no outono ou inverno, quando o sol vai embora mais cedo, e para quem gosta de turistar enquanto ainda está claro, é melhor se programar e ir mais cedo para os passeios.

No segundo dia, acordamos bem cedo e fomos direto para a Galleria dell’Accademia, onde está a estátua de David, de Michelangelo. A estátua não é só bonita pelo peso artístico e histórico que ela carrega, ela é realmente impressionante, grande e rica em detalhes. O museu tem muitas outras obras bacanas também. Eu indico esse passeio. A entrada não é lá tão barata (12 euros), mas achei que vale a pena.

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Saindo da Galeria, fomos/voltamos para a Cattedralle di Santa Maria del Fiori, para conhece-la por dentro e subir os tais dos 463 degraus que leva até o alto de uma das torres da Catedral, e oferece uma visão linda da cidade. E é realmente legal ir nesse “passeio”, a visão lá do alto recompensa todo o cansaço da subida. E eu achei a tal subida uma atração à parte, pois, além de ser possível ver de mais pertinho a pintura da cúpula central da Basílica – obra de Felippo Brunelleschi – é muito interessante ver como é a parte “interior” da Catedral (onde estão as escadas que levam ao alto), com suas paredes rabiscadas e assinadas.

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Eu amei esse passeio e acho que todos devem fazer. O valor do ingresso é 10 euros, mas, além de dar direito a entrada ao alto da torre, com o mesmo ticket é possível visitar a parte interna da Basílica, o Museo dell’Opera del Duomo, as Criptas da Igreja, o local onde são realizados os batizados e o Campanile di Giotto, outra torre alta que fica ao lado da Basílica.

E o mais interessante é que até 24 horas depois que o turista visitou a primeira “atração” que igreja oferece (escolhida sempre pelo turista, claro), ele consegue entrar e conhecer as partes (atrações) que ainda não foram visitadas. Ou seja, o turista não precisa conhecer tudo no mesmo dia, pode dividir as visitas em dois dias.

Mas, aqui fica uma dica. Se você, assim como eu, deixar para visitar a Galleria dell’Accademia e a Catedral no mesmo dia, eu sugiro que faça a visita na igreja primeiro. A Galleria fica aberta até mais tarde e os horários de visita de cada “atração” da Basílica, são todos diferentes uns dos outros. Por isso, se não tiver tempo suficiente para conhecer tudo que a Duomo oferece, priorizem os pontos que acredita ser mais interessante e observem os horários que cada ala está aberta para receber o público.

Ahhh…é importante falar também que tanto para visitar a Galleria, como para conhecer todas as alas da Catedral você, provavelmente, terá que enfrentar uma fila de pelo menos uma hora. Por isso é importante se programar.

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Saindo da Catedral, fomos conhecer a Ponte Vecchio, a única que sobrou depois da Segunda Guerra Mundial, pois os nazistas gostaram tanto dela que desistiram de derruba-la. A ponte, que é outro cartão postal da cidade, é mesmo linda. Na ponte, hoje em dia, existem muitas lojas de joias e artesanatos, mas antes era onde ficava os açougues da cidade. É uma delícia ficar um tempo nessa região, observando a ponte Vecchio e todas as outras que liga um lado ao outro da cidade, o Rio Arno e a movimentação dos turistas e das pessoas locais.

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E de lá (ponte) fomos caminhando até Piazzale Michelangelo. É a visão mais bonita da cidade. Para mim, é um dos meus “pontos turísticos” preferidos de todos que conheci até hoje – sem exagero, rsrs. É possível ver toda Florença. As cores da cidade, a ponte, a Duomo, o rio Arno, o céu… todos eles se juntam e compõem uma visão incrível.

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Esses foram os pontos que eu conheci na cidade. Mas eu sei que tem muito mais lugares interessante para visitar, como o Palazzo Pitti que, depois do Palazzo Vecchio, onde hoje é a prefeitura da cidade (falei sobre ele mais para cima), foi residência da família Médici e atualmente tem um complexo de museus: Galleria Palatina, com suas pinturas renascentistas e uma ala onde estão os aposentos reais; a Galleria d’arte Moderna; Museo degli Argenti, com tesouros da família Médici; o parque Giordino di Boboli, e o Museo dele Porcelane.

Outro lugar que não tive tempo de ir é a Galleria degi Uffzi, o mais importante museu sobre a Renascença. Tem obras de artistas famosos como Giotto, Botticelli, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Tintoretto.

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Curiosidades sobre Florença: Para quem não lembra, Florença – do século 15 – é a cidade da família Médici, a maioria deles, banqueiros que foram fieis patrocinadores artísticos. Mesmo eles sendo “pessoas normais”, a família praticamente “mandava” na cidade.

A cidade é pura arte e história. É linda e só aumentou meu amor pela Itália. Até mais. Ciao!

Texto by Flávia Pigozzi.

Fotos by Italo Bustamante (veja mais fotos do Italo no link https://www.flickr.com/photos/italobustamante/)

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